Coe(a)rência

(Olimpio da Cruz Simões Coutinho)

Quando alguém chegar perto de você

e lhe pedir um abraço

não pense que ele sofre de carências afetivas

ou coisas semelhantes.

Os carentes,

geralmente,

não abraçam ninguém.

Se isolam em mesas de bares,

percorrem as ruas,

se encostam nas esquinas da vida

e se compensam em noites infernais.

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