sexta-feira, 9 de março de 2018

Pedradas do PedroKA - - 09-03-18

"O conhecimento de qualquer coisa, dado que todas as coisas tem causas, não é adquirido ou conhecido por completo a menos que seja conhecido por suas causas". —  Avicena


STF autoriza investigação sobre supostos R$ 11,5 milhões em caixa 2 para Paulo Bauer em 2014

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Por Upiara Boschi



Paulo Bauer foi candidato a governador em 2014
Paulo Bauer foi candidato a governador em 2014
(Foto: )
O senador catarinense Paulo Bauer (PSDB) será investigado pela Procuradoria Geral da República (PGR) sobre o suposto recebimento de R$ 11,5 milhões não-declarados para a campanha eleitoral de 2014, quando concorreu a governador. Na terça-feira, o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), decidiu autorizar a investigação em uma petição autônoma. A NSC Comunicação teve acesso com exclusividade à decisão do ministro na tarde desta quarta-feira.
As supostas doações foram apontadas na delação premiada do ex-executivo da empresa Hypermarcas Nelson José de Mello. A citação ao político catarinense constava na petição que deu origem a inquérito contra o presidente do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), também supostamente beneficiado por caixa 2. Com a decisão de Fachin, a PRG fará uma investigação específica para apurar o relato de Mello e decidir se apresenta denúncia ao STF.
Na delação, o ex-executivo diz que o repasse de recursos foi feito por meio de contratos fictícios assinados com outras empresas que não prestaram os serviços oficialmente contratados. Os repasses teriam sido realizados em agosto de 2013 e dezembro de 2014 - abrangendo os períodos anteriores e posteriores à campanha eleitoral.
O objetivo, segundo Mello, era “desenvolver laços políticos com o parlamentar de destaque no PSDB”. Na avaliação da empresa, além de concorrer a governador, Bauer participava “ativamente de assuntos relacionados à guerra fiscal entre os Estados e à indústria farmacêutica” - ramo de atuação da empresa.
Os repasses teriam sido feitos por meio de contratos fictícios com uma empresa de engenharia e saneamento com sede em Joinville, um instituto de pesquisas e um escritório de advocacia - este, segundo o delator, responsável por intermediar R$ 9 milhões dos supostos recursos doados pela empresa, em quatro contratos.
De acordo com o Ministério Público Federal, em parecer solicitado por Fachin, “constatou-se a necessidade de análise pormenorizada, em separado, diante da possibilidade de pedido de instauração de inquérito no âmbito do STF, uma vez que as evidências denotam a possível prática de crime envolvendo autoridade com prerrogativa de foro”.
Contraponto
Por meio da assessoria, o senador Paulo Bauer disse não ter conhecimento da decisão do ministro Edson Fachin e que não se manifestará enquanto não for oficialmente comunicado. O tucano afirmou também que não há nenhuma irregularidade em suas contas da campanha na eleição de 2014 e que está à disposição da Justiça para esclarecer eventuais dúvidas.
NR. Está difícil achar algum candidato sem mancha. Haja detergente.

Saúde na UTI
Este titulo já foi usado muitas vezes mas parece que o mal não tem remédio. Em Santa Catarina as dívidas da Secretaria de Saúde alcançam a casa do $BI. Agora o MP resolveu apurar as irregularidades e que apontam para vários descumprimentos de repasses e começam a avolumar ações. Interessante que ontem o secretário da Fazenda disse estar sendo estudada a venda de alguns imóveis para suprir o caixa e atender aos compromissos da Saúde. Vale perguntar, embora os poderes sejam distintos, o caixa é do governo do Estado e é quem repassa os recursos para a Alesc. Porque não começam a venda, proibindo a compra? É uma vergonha quando se fala em economia a Alesc comprar um novo prédio por R$ 83 milhões. Calça de veludo, ou bunda de fora. Falta mesmo é gestão e vergonha na cara.

É hoje

Presidenciáveis
Rodrigo Maia (DEM) e Ciro Gomes (PDT), lançados por seus partidos como pré-candidatos à Presidência da República. Vai preparando seu título.



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