SOCIEDADE 18-04-26 - Viver em sociedade após o espelho da pandemia - GENTE QUE É NOTÍCIA

 Viver em sociedade após o espelho da pandemia

Viver em sociedade sempre foi um exercício delicado de convivência, respeito e negociação constante. No entanto, a pandemia parece ter funcionado como um divisor de águas — não apenas sanitário, mas emocional, cultural e social. Ao mesmo tempo em que nos obrigou ao isolamento físico, revelou fragilidades profundas nas nossas relações e na forma como enxergamos o outro. Antes, as grandes reuniões eram símbolos de pertencimento: festas, bailes, casamentos grandiosos, aniversários marcantes. Havia um certo “ritual coletivo” que reforçava laços e criava memórias compartilhadas. Com a pandemia, esses encontros foram interrompidos abruptamente. E, quando voltaram, já não eram os mesmos. Muitos passaram a preferir o silêncio das pequenas reuniões, enquanto outros perderam o hábito — ou até o interesse — pela vida social intensa. Mas talvez a mudança mais significativa não tenha sido no comportamento social externo, e sim na forma como nos relacionamos internamente com as diferenças. O período também coincidiu com o acirramento de polarizações políticas e ideológicas. A divisão entre direita e esquerda, que poderia ser apenas um aspecto saudável da democracia, transformou-se em trincheira emocional. Famílias se dividiram, amizades foram desfeitas, ambientes sociais tornaram-se campos minados. O outro deixou de ser apenas alguém com opinião diferente e passou a ser visto, muitas vezes, como uma ameaça. Como se estivesse “contaminado” por ideias perigosas. E, nesse processo, velhos preconceitos ganharam novas roupagens: o ódio se manifestou em formas de racismo, homofobia, gordofobia, xenofobia e capacitismo, muitas vezes disfarçados de opinião ou liberdade de expressão. A pandemia nos ensinou sobre o perigo dos vírus invisíveis. Mas talvez não tenhamos aprendido o suficiente sobre os “vírus sociais” — aqueles que se espalham pelo medo, pela intolerância e pela incapacidade de diálogo. Viver em sociedade exige mais do que coexistir. Exige empatia ativa, escuta genuína e disposição para o desconforto do contraditório. Exige reconhecer que ninguém é dono absoluto da verdade e que a diversidade de ideias, culturas e identidades é o que sustenta uma sociedade saudável. Se houve um afastamento, talvez seja hora de um reencontro — não necessariamente com o glamour das grandes festas, mas com o essencial das relações humanas. Reaprender a sentar à mesa com quem pensa diferente. Reaprender a discordar sem destruir. Reaprender a ver no outro não um inimigo, mas um espelho das complexidades que todos carregamos. A pandemia pode ter nos isolado fisicamente, mas não precisa nos condenar ao isolamento emocional e social permanente. O desafio agora é reconstruir pontes — com mais consciência, mais respeito e, sobretudo, mais humanidade. Reaprendamos a viver em sociedade! Salve Jorge!


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"O Brasil precisa explorar com urgência a sua riqueza - porque a pobreza não aguenta mais ser explorada".

Max Nunes


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