Voz Forte, Representação Verdadeira
Voz Forte, Representação Verdadeira
Em breve, voltaremos a ouvir os apelos por uma “voz forte” nas próximas eleições. O discurso virá carregado da promessa de escolhermos representantes que, de fato, expressem nossos anseios, tenham compromisso com a nossa realidade e atuem como legítimos porta-vozes da cidade e do Planalto Norte — e não apenas como privilegiados instalados na chamada Ilha da Magia, amparados por altos salários.
Mas é preciso deixar claro: não se trata de um concurso para eleger o melhor tenor de um coral, tampouco de uma disputa de força bruta à moda de Tarzan. O que está em jogo é muito mais sério. Precisamos de pessoas qualificadas, competentes e, sobretudo, comprometidas com um projeto maior — onde o partido principal seja a nossa comunidade.
Da mesma forma, aqueles que defendem a ideia de “voz forte” devem, eles próprios, dar o exemplo. Que façam ouvir suas vozes com responsabilidade, apresentando argumentos consistentes, promovendo campanhas esclarecedoras e, principalmente, indicando com transparência — nome e endereço — os candidatos que consideram aptos a nos representar.
Ter voz forte não significa vencer no grito. Muitas vezes, uma conversa firme, porém serena, é mais eficaz e convincente. Representação se constrói com diálogo, envolvimento e engajamento genuíno. É dessa forma que se consolida a verdadeira força coletiva.
Afinal, nenhum de nós é melhor do que todos nós juntos.
Por isso, torna-se urgente a formação de um comitê suprapartidário, capaz de liderar uma campanha de conscientização ampla e responsável. Imprensa, clubes de serviço, entidades de classe e associações precisam vestir a me
Temos que escolher quem verdadeiramente tenha condições de nos representar e arcar com a responsabilidade da cobrança. Não se intimidar com o número de postulantes e de que muitos ficaram descontentes. Temos que verdadeiramente contentar os muitos eleitores que serão servidos através daquele que escolhemos e empregamos. O Comitê deverá ser permanente ao longo do mandato do escolhido e os eleitores informados da sua atuação. Mostremos o que queremos, se é que queremos.
Uma cidade e uma região bem representadas são aquelas em que seus cidadãos sabem a quem recorrer — e, mais do que isso, sabem cobrar. Porque, no fim das contas, são os eleitores que, por meio do voto, conferem legitimidade e autoridade. Somos, portanto, os verdadeiros patrões daqueles que elegemos.
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